• Lygia Bueno Fragoso

Fonoaudiologia: Terapia de voz

Atualizado: Fev 13


Lygia Bueno Fragoso é fonoaudióloga graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais com mestrado em bioengenharia na UFMG. Possui experiência em audiologia, linguagem infantil e adulto, voz e motricidade orofacial em consultório particular, atendimento domiciliar, APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família).



Como tratar a disfonia infantil com criatividade e eficiência?

Em geral, as crianças com idade escolar primária, não conseguem compreender que a voz pode expressar tanto o significado das palavras, como também os seus sentimentos.

Quando essas crianças apresentam alterações na voz, muitas vezes não conseguem identificar que há diferença com a voz dos seus colegas da escola, a menos que sejam avisadas ou caçoadas.

Em função disso, o profissional, ao planejar a terapia de voz para a criança, deve inicialmente dedicar uma parte da terapia para dar uma explicação geral sobre a comunicação vocal, conceitos básicos de voz e principalmente sobre o comportamento vocal do paciente. Essa fase consome tempo e é bastante desafiadora!

A criança tem mais dificuldade em associar que a melhora da sua voz com a terapia pode trazer benefícios e satisfação nos seus relacionamentos pessoais, ao passo que o adulto compreende isso com facilidade.


No programa de terapia da disfonia infantil, a fase de conscientização levará um tempo maior comparado com o adulto. Nessa fase, é preciso fazer com que a criança entenda conceitos importantes para que depois sejam trabalhados exercícios de acordo com os seus sintomas.

Por exemplo, se o problema é a respiração, o terapeuta deve orientar sobre a importância da respiração para nos manter vivo, para poder emitir a voz, explicar como as pessoas falam e cantam, como o ar de dentro dos nossos pulmões podem ser liberados de diferentes formas, etc. O trabalho com a respiração deve ser dinâmico e com a coordenação fono-respiratória.

Com isso o terapeuta deverá orientar a criança sobre o que será abordada na terapia e desenvolver conceitos sobre a área. A criança deverá conseguir identificar o que será trabalhado, a importância disso na vida das pessoas e para vida dela. Na fase de produção da terapia, são ensinados exercícios vocais e monitoramento dos comportamentos vocais inadequados.

No começo o terapeuta da criança oferece dicas para esse monitoramento e depois é a vez da criança assumir essa responsabilidade.

Para a realização dos exercícios vocais, o terapeuta deverá fazer o exercício primeiro como modelo e depois o paciente repete.

Uma dica importante é deixar os exercícios mais reais e concretos, ou seja, usar desenhos, contar uma história e usar a imaginação.

Usar atividades lúdicas que trabalham os exercícios de voz sem que a criança perceba também é um recurso que pode ajudar muito.


A maneira de comunicar na terapia de voz em crianças têm diferenças significativas enormes comparadas com adulto. Não adianta falar em termos técnicos porque não irá atrair a atenção delas que não tem noção que precisam fazer os exercícios. Os programas de terapia precisam ser dinâmicos, atraentes e eficientes.

É importante o terapeuta incentivar as iniciativas e as sugestões da criança para ela participar e tornar o processo mais interessante e atrativo.

Uma dica válida é fazer um quadro controle para o paciente conseguir visualizar quando apresenta um comportamento vocal inadequado e com isso introduzir a família também na terapia.

O sucesso da terapia de voz em crianças é a sua motivação para exista uma participação efetiva e com bons resultados (assista o video).


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Referência: Martins, S. Disfonia Infantil - Terapia. Revinter. Andrews, ML. Terapia Vocal para Crianças - os primeiros anos escolares. Artes Médicas.

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