• Lygia Bueno Fragoso

Fonoaudiologia: Como tratar as alterações na fala?

Atualizado: Fev 13


Lygia Bueno Fragoso é fonoaudióloga graduada na Universidade Federal de Minas Gerais com mestrado em bioengenharia na UFMG. Experiência em audiologia, linguagem infantil e adulto, voz e motricidade orofacial em consultório particular, atendimento domiciliar, APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família).



Fonoaudiologia: Alterações na fala e Tratamento.

As alterações na fala podem surgir em função de uma leve perda auditiva na época de aquisição da linguagem, problemas motores relacionados aos padrões de respiração e mastigação, uso inadequado das regras fonológicas, dificuldade de aprendizagem, deficit intelectual, desordem neuromotora, distúrbios psiquiátricos, entre outros fatores.

Antes de iniciar o tratamento, avalie corretamente o paciente e verifique se ele apresenta desvio fonético ou desvio fonológico que pode estar afetando a fala.

No desvio fonológico, o paciente tem capacidade para produzir corretamente os sons da fala, mas mesmo assim apresenta troca de letras na fala. É uma desorganização no sistema de sons do paciente que não tem comprometimento orgânico que afete a fala. Muitas vezes, ele consegue repetir corretamente, mas na fala espontânea continua com dificuldades de falar.

Já no desvio fonético, são encontradas alterações motoras na língua, bochecha e lábios, alterações na arcada dentária, que comprometem a articulação correta dos sons da fala.

A Terapia das alterações na fala envolve um conjunto de atividades e procedimentos terapêuticos no que diz respeito à prevenção, avaliação, diagnóstico e tratamento.


​​ 5 Dicas para o tratamento das alterações de fala: 1. Bombardeamento auditivo: fundamental no início e ao final da terapia e posteriormente pode ser usado para instalação do ponto articulatório ao usar as figuras e palavras.

2. Trabalhar atividades de Consciência fonológica, que é conjunto de habilidades que contribuem para refletir e analisar as estruturas sonoras da fala. A simples percepção do tamanho da palavra, as semelhanças fonológicas entre as palavras, a segmentação e manipulação das sílabas e fonemas auxiliam no processamento da linguagem oral e escrita.

3. Trabalhar atividades de Consciência Sintática, que refere as habilidades que contribuem para refletir e manipular a estrutura gramatical dos elementos que constituem a frase. As pistas sintáticas, gramaticais e o entendimento de como os elementos lexicais se articulam e a ordem dos elementos na frase, auxilia no entendimento do texto e no desempenho da leitura.

4. Trabalhar atividades lúdicas com sons que o paciente apresenta dificuldade, para estimular a automatização na fala espontânea e a memória.

5. Trabalhar atividades de leitura e compreensão de texto com os fonemas alvo, ou seja, aqueles que o paciente não produz corretamente.

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