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Modelos de custeio em planilhas eletrônicas


Nesta série de publicações apresentamos dicas sobre como implementar modelos em planilhas eletrônicas. Os modelos, o assunto é chamada de ciência do gerenciamento, e pode trazer grande flexibilidade nas decisões de custos, decisões de operações, ou mesmo decisões de marketing de sua empresa. As publicações são resumidas e apresentam conceitos introdutórios de cada tema. Acompanhe e inscreva-se para recebê-las direto no seu e-mail.

Vamos fazer modelos que te ajudam a aumentar o lucro de sua empresa.

Sua empresa pode ser uma confecção, um restaurante, um e-commerce, ou uma fábrica de pequeno, médio ou grande porte. Para facilitar, vamos considerar um pequeno restaurante que fabrica marmitas[1] . O objetivo do proprietário é saber o quanto produzir ao longo do mês para poder prever seu lucro e definir o preço. Para isso ele quer ir além de projeções de lucro tradicionais, por isso, elabora um modelo em uma planilha eletrônica, disponível para download. Para simplificar, vamos nomear o proprietário do restaurante de PR.

O primeiro passo é estimar a demanda. O dono do restaurante (PR) coleta os dados de seu concorrente e percebe que a demanda pelas marmitas depende do preço praticado por ele e do preço praticado pela concorrência. A concorrência vende um preço médio de R$12 enquanto o preço médio praticado pelo PR é de R$10. As vendas variam de forma proporcional a estes valores. PR observa que sua demanda varia conforme uma fórmula que relaciona seu preço e o preço do concorrente, além de um termo que não depende de nenhuma das variáveis. As vendas são de 1000 + Preço de PR *(-700) + Preço da concorrência * (700) unidades. Como PR pratica o preço de R$10 e a concorrência pratica o preço de R$12, as vendas de PR são 1000 + R$10 * (-700) + R$12 * (700) = 2.400 unidades.

Os custos de insumos são de R$3 por marmita, enquanto o custo para preparar cada marmita é de R$2. Todo mês, PR tem um custo fixo de R$10.000. O lucro mensal de PR vem da receita total menos os custos totais. A receita total é de R$24.000 proveniente das vendas de 2.400 unidades vezes R$10. O custo total é formado pelos os custos de ingredientes de R$7.200, ou seja, R$3 * 2.400 unidades; o custo de processo de R$4.800, ou seja, R$2 * 2.400 e o custo fixo de R$10.000. Dessa forma, o custo total é de R$10.000 + R$7.200 + R$4.800, igual a R$22.000. Assim, o lucro é da receita total menos o custo total, R$24.000 menos R$22.000 igual a R$2.000.

Ao comparar os custos de processo do modelo com a realidade, PR percebe que há uma pequena diferença e elabora um gráfico para comparar. Com isso, PR seleciona os dados do modelo real e adiciona uma equação que representa o custo do processo em relação à demanda. Assim PR melhorar seu modelo com uma equação mais próxima à realidade.

Com esse novo modelo de custos, PR projeta os lucros e varia o preço de venda de sua marmita para avaliar quanto ganharia. Ele estima uma relação de preços e demandas, e cria um gráfico com os lucros de seu negócio. Ele observa que ao praticar um preço de R$12, seu lucro será maior que o atual, embora sua demanda reduza em 400 unidades.

Para não ter prejuízo PR gostaria de saber qual deveria ser o preço de venda e o volume de vendas que o levasse a um lucro de zero, ou seja, nem lucro, nem prejuízo. Assim, PR usa a ferramenta de atingir meta, seleciona a variável lucro, determina sua meta para zero variando a variável preço, e observa que deve praticar o preço de R$11,30, aproximadamente e vender 1.498 marmitas no mês. E como maximizar seu lucro, ou minimizar os custos? Nesse caso, PR deveria a recorrer a modelos de programação linear, mas esse é um assunto para o próximo post.

Fonte:

[1] Lachtermacher, G. (2016). Pesquisa operacional na tomada de decisões . Grupo Gen-LTC.

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