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Sobre sua margem de contribuição.

Nesta série de publicações apresentamos conceitos amplos e gerais de gestão em finanças empresariais, as possibilidades de atuação nesse setor e os princípios e métodos de ser fazer o custeio em sua empresa. As publicações são resumidas e apresentam conceitos introdutórios de cada tema. Acompanhe e inscreva-se para recebê-las direto no seu e-mail.

planilha de margem de contribuição

Na publicação passada iniciamos os estudos sobre o custeio para Tomada de Decisão e introduzimos o conceito de Margem de Contribuição. Acontece, que no exemplo que vimos, a capacidade produtiva não era um fator limitante. Este é o assunto desta publicação: Margem de Contribuição e Restrições de Capacidade Produtiva.

Em nosso primeiro exemplo[1], vamos supor uma fábrica que produz quatro produtos: A, B, C e D. Essa é uma simplificação da realidade e muitas vezes, a limitação de capacidade produtiva é uma informação que não pode ser omitida nos modelos de custeio.


Para avaliação de estoques, a empresa rateia os custos indiretos com base da Mão de obra direta, mas ela quer conhecer as vantagens de se usar o conceito de Margem de Contribuição, assim ela separa os custos variáveis de cada Modelo de produto. Ao analisar a Margem de Contribuição, vê-se que o Modelo C é o que traz mais recursos para a empresa. Lembrando que nesse exemplo, não há restrição da capacidade produtiva.

planilha de margem de contribuição com capacidade limitada

A empresa atualiza seu sistema de previsão e, embora ela quisesse vender apenas o Modelo C, há demanda para os outros 3 modelos também. Acontece, que ela tem a capacidade produtiva de 97 mil horas, enquanto, a demanda total requer 104.300 horas de máquina. Temos um problema aí: Temos um excedente de 7.300 horas que não podemos usar. Qual produto nós vamos produzir a menos para ter o lucro máximo nessa condição?

planilha de margem de contribuição com capacidade limitada

Qual era o Modelo de menor Margem de Contribuição? Era o Modelo D, correto? Ele consome 5 horas por unidade. Dividindo as 7.300 horas pelas 5 horas por unidade temos que deixaremos de fazer 1.460 unidades do Modelo D. Assim, em vez de 2.700 unidades, faremos apenas 1.240 unidades de D. Isso nos dá uma Margem de Contribuição Total de R$115.320

Mas, será que retirar as 1.460 unidades do Modelo D é a melhor opção? Se optarmos por retirar o Modelo C, temos que ele consome 11 horas por unidade. Dividindo as 7.300 horas pelas 11 horas por unidade temos que deixaremos de fazer só 664 unidades do Modelo C. Assim, em vez de 3.600 unidades, faremos apenas 2.936 unidades de C. Isso nos dá uma Margem de Contribuição Total de R$117.045, que é maior que R$115.320. Mas logo retirando o produto que era mais rentável?

planilha de margem de contribuição com capacidade limitada

Resolvemos esse impasse explicando o Fator Limitante. Nosso Fator Limitante são as horas disponíveis de máquina. Assim, precisamos avaliar não somente a Margem de Contribuição Unitária, mas a Margem de Contribuição Unitária por Hora-Máquina. Fazemos isso dividindo a Margem de Contribuição Unitária pelo Tempo Unitário de Fabricação. “Se não houver limitação na capacidade produtiva, deve-se fabricar o produto com maior Margem de Contribuição por Unidade, mas, se existir restrição de capacidade, nos interessa o produto com maior Margem de Contribuição pelo Fator Limitante de capacidade”.


Em custeio para decisão, os custos fixos eram deixados de lado. No primeiro exemplo, tínhamos 100 mil de custos fixos. Considerando a Margem de Contribuição Unitária pelo Fator Limitante, vimos que o Modelo A é o de menor Margem. Assim, dividimos as 7.300 horas por 10 horas por unidade do Modelo A e obtemos a necessidade de redução de 730 unidades do Modelo A da produção. Com isso temos uma Margem de Contribuição Total de R$120.430.