• Lygia Bueno Fragoso

Como gerenciar os exames audiométricos no PCA?

Atualizado: Fev 13


Lygia Bueno Fragoso é fonoaudióloga graduada na Universidade Federal de Minas Gerais com mestrado em bioengenharia na UFMG. Experiência em audiologia, linguagem infantil e adulto, voz e motricidade orofacial em consultório particular, atendimento domiciliar, APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família).



Os exames audiométricos dos trabalhadores são acompanhados de perto por um fonoaudiólogo ou médico?

Muitas empresas possuem um acervo enorme de audiometrias que não geram resultados e informações. O gerenciamento dos exames audiológicos auxiliam a fazer uma análise global da situação de todos os trabalhadores, identificando todos os problemas e direcionando na tomada de ações adequadas e preventivas. É uma das atividades do Programa de Conservação Auditiva (PCA), exigida por lei (Anexo I da NR 7 do MTE) e consiste na análise e comparação dos exames de referência e sequenciais dos trabalhadores, de modo a prevenir ou estabilizar as perdas auditivas ocupacionais.

Mas, o que são exames de referência ? Os exames de referência são aqueles com os quais os exames sequenciais serão comparados e cujas diretrizes constam:

  • Quando não possui uma exame audiométrico de referência prévio;

  • Quando algum exame audiométrico sequencial apresentar alteração significativa em relação ao exame de referência.

​​E os exames sequenciais? Os exames sequenciais são aqueles que serão comparados com os exames de referência realizados previamente pelo trabalhador. O exame audiométrico O exame audiométrico poderá ser executado, somente por profissional habilitado, médico ou fonoaudiólogo. Neste exame são testadas, pela via aérea, as frequências de 500, 1000, 2000, 3000, 4000, 6000 e 8000 Hz. Interpretação de resultados do exame audiométrico de Referência (NR7- Anexo I): Limites aceitáveis: “Limiares auditivos menores ou iguais a 25 dB(NA) todas as frequências examinadas”. Sugestivo de perda auditiva induzida por nível de pressão sonora elevado: Nas frequências de 3000 e/ou 4000 e/ou 6000 Hz, apresentam limiares auditivos acima de 25 dB(NA), e mais elevados do que nas outras frequências testadas, estando estas comprometidas ou não, tanto no teste da via aérea quanto da via óssea, em um ou em ambos os lados

Não sugestivo de perda auditiva induzida por nível de pressão sonora elevado:

Interpretação dos resultados do exame audiométrico Sequencial (NR7- Anexo I): Sugestivo de Desencadeamento Perda Auditiva Induzida por Nível de Pressão Sonora Elevado: Os limiares auditivos em todas as frequências testadas no exame audiométrico de referência e no sequencial permanecem menores ou iguais a 25 dB(NA), mas a comparação do audiograma sequencial com o de referência mostra uma evolução : a diferença entre as médias aritméticas dos limiares auditivos no grupo de frequências de 3.000, 4.000 e 6.000 Hz iguala ou ultrapassa 10 dB(NA) ou a piora em pelo menos uma das frequências de 3.000, 4.000 ou 6.000 Hz iguala ou ultrapassa 15 dB(NA)

Apenas o exame audiométrico de referência apresenta limiares auditivos em todas as frequências testadas menores ou iguais a 25 dB(NA), e a comparação do audiograma sequencial com o de referência mostra uma evolução: A diferença entre as médias aritméticas dos limiares auditivos no grupo de frequência de 3.000, 4.000 e 6.000 Hz iguala ou ultrapassa 10 dB(NA) e a piora em pelo menos uma das frequências de 3.000, 4.000 ou 6.000 Hz iguala ou ultrapassa 15 dB(NA)”. Sugestivo de Agravamento da Perda auditiva: “ A comparação de exame audiométrico sequencial com o de referência mostra uma evolução: a diferença entre as médias aritméticas dos limiares auditivos no grupo de frequência de 500, 1.000 e 2.000 Hz, ou no grupo de frequências de 3.000, 4.000 e 6.000 Hz iguala ou ultrapassa 10 dB(NA) e a piora em uma frequência isolada iguala ou ultrapassa 15 dB(NA)”. Lembre-se: O diagnóstico conclusivo, o diagnóstico diferencial e a definição para aptidão ao trabalho, com suspeita de perda auditiva induzida por nível de pressão sonora elevado estão sob responsabilidade do médico coordenador do PCMSO.



Boas práticas para um bom gerenciamento dos exames audiométricos no programa de conservação auditiva (PCA) da sua empresa:


  1. Identifique a situação auditiva de cada trabalhador fazendo o acompanhamento periódico dos resultados audiométricos. Planilhas eletrônicas ajudam muito nesse processo.

  2. Organize os exames referenciais e os exames sequenciais dos seus trabalhadores por meio de tabelas eletrônicas para melhor visualizar, comparar e chegar ao seu diagnóstico.

  3. Identifique os casos de desencadeamento e agravamento de perdas auditivas ocupacionais para tomar medidas de controle coletivo e individual que ajudem a evitar uma piora da audição.

  4. Identifique os trabalhadores que precisam de encaminhamentos para especialistas e exames complementares para definição de diagnósticos e condutas.

  5. Organize todas essas boas práticas em planilhas eletrônicas para te auxiliar a executar de maneira eficaz.

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