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Análise de viabilidade econômica de projetos de qualidade


Nesta série de publicações apresentamos conceitos gerais de gestão da qualidade, as ferramentas quantitativas desenvolvidas nesse setor e os princípios para guira a melhoria da qualidade em sua empresa. As publicações são resumidas e apresentam conceitos introdutórios de cada tema. Acompanhe e inscreva-se para recebê-las direto no seu e-mail.

Na publicação passada vimos as ferramentas usadas para mensurar os custos da qualidade e sua importância financeira. A mensuração destes custos deve indicar os setores a receberem projetos de melhoria, no entanto, é preciso avaliar a viabilidade destes projetos. Nessa publicação vamos entender os conceitos usados em análises de retorno de projetos e vamos descrever três exemplos de projetos de melhoria cuja viabilidade econômica é analisada.

Projetos de melhoria da qualidade visam a melhoria de produtos e processos, mas não pára por aí. Todo projeto precisa avaliar a viabilidade econômica e a remuneração do dinheiro investido pelo proprietário ou acionista. A remuneração do capital são os juros, ou seja, o aluguel pago pelo uso dinheiro emprestado.

A Taxa Mínima de Atratividade[1] (TMA) é o rendimento mínimo do dinheiro investido, escolhido pelo investidor, considerando investimentos conservadores como a taxa de juros de aplicações financeiras, o rendimento da empresa e os fatores de risco do projeto. O fluxo de caixa representa as entradas e saídas de dinheiro ao longo dos períodos.

O Valor Presente Líquido[1] (VPL) representa o projeto no seu momento inicial, a partir de um fluxo de caixa formado por receitas e despesas dos períodos subsequentes, trazidos para o presente. Se este valor é maior que zero, o projeto é viável. A Taxa Interna de Retorno é a taxa para a qual o VPL é zero. Se a TIR for maior que a TMA, o projeto é viável.

Neste exemplo, uma empresa está estudando a melhoria de um processo de design do produto, por isso, ela precisa adquirir um software para melhorar o visual de seu portfólio de produtos. A licença é válida por quatro anos. O primeiro ano é usado para treinamento e não gera despesas nem receitas. Os anos 2 a 4 geram receitas e despesas, como apresentado na tabela abaixo. Neste exemplo, o investidor determina uma taxa mínima de atratividade de 5%. Pelo cálculo do VPL, o projeto é viável e a taxa interna de retorno também confirma a viabilidade do projeto, pois seu valor é maior que a taxa mínima de atratividade.

Os fluxo de investimento, receitas por ano e despesas por ano são apresentados no gráfico abaixo.

Neste outro exemplo, uma empresa está estudando a melhoria de um processo de fabricação do produto, por isso, ela para isso, ela pretende adquirir um equipamento de R$50.000,00 melhorando a qualidade superficial de seus produtos. A máquina possui vida útil estimada em cinco anos. Os resultados de receitas e despesas de cada ano são apresentados na tabela abaixo. Neste exemplo, o investidor determina uma taxa mínima de atratividade de 15%. Pelo cálculo do VPL, o projeto é viável e a taxa interna de retorno de 16,91% também confirma a viabilidade do projeto, pois seu valor é maior que a taxa mínima de atratividade.

Os fluxo de investimento e resultados por ano são apresentados no gráfico abaixo.

Neste terceiro exemplo, uma empresa pretende implantar o controle estatístico da qualidade de um processo de pesagem de produtos agrícolas, por isso, ela para terá que adquirir uma balança especial de R$10.000,00 para melhorar a pesagem dos produtos agrícolas. O investidor determina uma taxa mínima de atratividade de 5%.

Embora o projeto traga um resultado de R$2.000,00 por cinco anos, ao fazermos o cálculo do VPL, vimos que o projeto não é viável e a taxa interna de retorno de 0% também confirma a inviabilidade do projeto, pois seu valor é menor que a taxa mínima de atratividade. As fórmulas e gráficos dessa publicação estão na planilha, disponível para download.

Referências:

[1] Carvalho, M; Paladini, E. Gestão da qualidade: teoria e casos. Elsevier Brasil, 2013.

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